terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reflexo: “Não existem cães ruins, existem péssimos donos”

os cães são o reflexo do dono
Um assunto um pouco tanto delicado, mas a verdade há de ser dita. Excluo aqui aqueles que agem de forma correta, entretanto, não são todos os tutores que são culpados, pois entendo que muitos cuidam com muito amor. Tratam os bichinhos como se fossem filhos, nem sempre o que é feito com amor e carinho na forma de agrado é o melhor e o mais correto para seu amiguinho de quatro patas.
Quando falamos que os cães são o reflexo do dono, logo vem à cabeça de alguns, as fotos de pessoas com seus animais de estimação e as semelhanças que vemos entre eles, mas a questão que vou abordar aqui é sobre as coisas que seu pet vai aprender com você, observando-se o comportamento deles, é fácil perceber que algumas reações e até doenças desenvolvidas podem indicar reflexos das influências dos donos.
Principalmente os distúrbios comportamentais, na grande maioria dos casos, estão relacionados com a forma que o bichinho foi criado e educado, o condicionamento do seu dia a dia, comer, passear, ir ao banho e tosa e até mesmo o momento e o local de dormir são influenciados pelos donos e uma simples mudança na rotina pode refletir em comportamento apático e até mesmo certa agressividade.
Todos nós sabemos que o cão é um dos animais mais compreensivos, dóceis, companheiros e fiéis ao ser humano. Desde pequeninos é importante ensinar o que é certo e errado, para que no futuro não haja complicações. Fato é que cachorros são seres superiores a nós, dependendo do ponto de vista. Eles não guardam rancor, estão sempre de bom humor, sempre estão dispostos a dar carinho mesmo que tenham acabado de levar uma bronca, sempre nos recebem de volta em casa com amor, que faz os nossos dias melhores.
É claro que não existem cães perfeitos, até porque se nós dermos uma brechinha, eles fazem a festa. Mas, assim como eles, nós seres humanos, não somos perfeitos também e a maioria de nós, sempre deixamos algo a desejar na educação deles, enquanto filhotes e mesmo depois dessa fase.
Os cães, os quais descendem dos lobos, estão acostumados, igual a esses últimos, a viverem em grupos e a ter um líder. Esse líder não só lhes diz o que devem fazer, mas também, chega a ser um exemplo a ser seguido, principalmente para os filhotes.
Essa admiração poderia ser comparada a que um filho sente por seu pai. Quando uma criança vê coisas em seu pai que lhe agradam, começa a imitá-lo.
Pequenas atitudes no dia a dia que passam despercebidas podem ser muito nocivas à saúde mental do pet, causando problemas, entre eles a obesidade, a ansiedade de separação, principalmente, a agressividade. Estudos mostram que o atual padrão de vida da sociedade tem aumentado a incidência da obesidade e de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, no homem dito moderno. Mas não apenas nele, o sedentarismo e suas consequências têm afetado também os animais de estimação por levar um estilo de vida igual ao de seu tutor.
Todo esse comportamento que os cães podem apresentar é proveniente dos cães ancestrais, embutido nos gens dos cães o comportamento de matilha, então a família é a matilha e a casa é o território, sempre há em casa uma fêmea e um Macho alfa, alguém á obedecer e ser submisso, isso quando o cãozinho não tem a característica de ser tornar ALFA, assim surgem os cães que mandam na casa, mordem o próprio dono, estragam tudo, e ganham fama de cães bravos e mordedores, nem sempre a agressividade pode ser interpretada como agressividade de fato.
Quantos cães que já recebi em meu consultório, relatado pelo dono que eram muito agressivos, que já morderam até mesmo os próprios filhos, há duas situações para que o mesmo não apresente tal agressividade no ambiente de uma clinica veterinária, ele se sente fora do seu território ou enxerga o Medico Veterinário como um ser superior, um ALFA. Por isso dentro de casa tem que haver alguém com pulso firme, para o cão seguir como líder, não se deve fazer todos os agrados, limites tem que ser impostos, a rotina de comer, beber, passear, brincar e dormir deve ser planejada e seguida, assim o cão cresce mentalmente saudável.
Agora, o que tem isso a ver com os cães que vivem com os humanos? Bom, nesse caso, eles continuam necessitando de um líder, e esse, deve ser você. Possivelmente você deve estar pensando que é difícil que um animal possa imitar movimentos humanos de seus donos, e você está certo. Mas ele pode sim adotar atitudes e qualidades.
Agressividade
Se sua personalidade for áspera com outros cães ou com outras pessoas, seja dentro ou fora de sua casa, seu cão notará isso e se contagiará de sua atitude.
Se você se der conta, um cão não corre atrás daquelas pessoas que você mostra carinho, mas também vice-versa, evitará aquelas as quais você despreza, ou o que é pior, as atacará. Ser amável com todos não é muito difícil, principalmente quando o seu cão estiver presente.
Alguns cães costumam aprontar bastante e esse comportamento pode causar alguns constrangimentos aos seus tutores. Mas um novo estudo traz uma boa notícia para quem enfrenta esse problema: cachorros com mau comportamento têm uma ligação mais forte com seus tutores.
Se estivermos dispostos a modificar alguns pequenos hábitos, que ás vezes acabam por criar grandes hábitos ruins em nossos amigos de quatro patas certamente aqueles problemas que sabemos que NUNCA queríamos ter, existiriam.
Vale muito a pena investir na educação de seu animalzinho de estimação, pois assim haverá mais respeito entre ambos, e o vínculo se torna maior, tendo uma vida mais harmônica e tranquila, sabendo contornar e controlar problemas presentes e futuros que seu cão possa apresentar. Se houver dificuldades, o contato com um profissional especializado em adestramento e comportamento animal vale muito a pena, pois o sofrimento de ambas as partes poderá ser solucionado.
É importante salientar que o pet lider vai ter o direito de dominar qualquer situação e local perto do dono submisso, e então, na hora que o dono for corrigi-lo ele irá rosnar, avançar, morder, como quem dissesse que aquele é o território dele, e o dono permitiu. É sempre bom ter cuidado nesse tipo de situação. A melhor forma de educá-los e impondo respeito e presença, por mais que seja de longa duração esse treinamento.
AFINAL, BATER COMO PUNIÇÃO, É POSSÍVEL?
Uma coisa que a maioria dos tutores falam: Sempre tive cachorro, quando ele fazia alguma coisa de errado, confesso, eu acabava batendo. Hoje eu percebo que essa é a pior e mais cruel forma de educar um animal, seja qualquer um, não só um cachorro. Pra mim, bater nunca resolveu problemas, e esse é dos fatores que torna o cão ainda mais agressivo.
É muito importante corrigir o cão na hora que ele faz alguma coisa errado ou algo em algum lugar errado. Mas existem várias formas de corrigir um cão, e batendo, só vai estimular agressividade e no final, pode acabar machucando/fraturando algum osso ou órgão do próprio animal.
Alguns donos batem quando estão com excesso de raiva, por não aguentar mais algumas atitudes de seu cão, e não pensam que talvez, tenham deixado de ensinar algo ao pet. Além do arrependimento que o dono fica e faz o cão passar. Então, não usem esse tipo de comportamento com o cão, jamais! Há outras formas de punir também. Fazendo algo que deixe o pet incomodado e que não faça parte da rotina dele, também são boas opções.
A forma de o pet aprender, agir, de ser educado, de ser treinado, de ser comandado é tudo uma questão vinicius3de como a família e o dono estão acostumados na rotina diária. Mas, sempre cuidado, não exagerar nos mimos, correções, não deixar que o cão tome seu território e ser sempre o dominante da situação são fatores importantes para que a harmonia sempre reine dentro do seu lar e que o dono sempre tenha uma boa relação com os pets.
Não existem cães mal educados, existem cães não educados!
Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – ProprietárioClinica Continental Pet

Fonte: www.vidapetnews.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EUTANASIA EM CÃES E GATOS

A eutanásia é o ato de promover o óbito do paciente sem dor e sofrimento. O termo eutanásia deriva do grego – eu significa “bom” e thanatos se traduz em “morte”

(AVMA, 2001). Significa a morte humanitária de um animal executada por um método que produza inconsciência rápida e subsequente morte sem evidencia de dor ou agonia ou um método que utilize drogas anestésicas em doses suficientes para produzir a perda indolor da consciência seguida de parada cardiorrespiratória de acordo com a Resolução 714 de 20 de junho de 2002:”Art. 2 do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Portanto, o sacrifício dos animais em fase terminal de doença não constitui uma infração à lei.
euta  
Deve ser indicada quando: o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio; de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos; o animal constituir ameaça à saúde pública; o animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente; o animal for objeto de ensino ou pesquisa; o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
Os princípios de bem-estar animal, relevantes para a eutanásia em animais, objetivam garantir: elevado grau de respeito aos animais; ausência ou redução máxima de desconforto e dor; inconsciência imediata seguida de morte; ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; segurança e irreversibilidade; ser apropriado para a espécie, idade e estado fisiológico do animal ou animais em questão; ausência ou mínimo impacto ambiental; ausência ou redução máxima de riscos aos presentes durante o ato; treinamento e habilitação dos responsáveis por executar o procedimento de eutanásia para agir de forma humanitária, sabendo reconhecer o sofrimento, grau de consciência e morte do animal; ausência ou redução máxima de impactos emocional e psicológico negativos em operadores e observadores.
As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente. É importante lembrar que não é admissível em termos de eutanásia em Medicina Veterinária, de acordo com a Resolução 714 de 20 de junho de 2002 o seguinte: “Art. 14 métodos como: Embolia Gasosa; Traumatismo Craniano; Incineração in vivo; Hidrato de Cloral (para pequenos animais); Clorofórmio; Gás Cianídrico e Cianuretos; Descompressão; Afogamento; Exsanguinação (sem sedação prévia); Imersão em Formol; Bloqueadores Neuromusculares (uso isolado de nicotina, sulfato de magnésio, cloreto de potássio e todos os curarizantes);  Estricnina. A utilização destes métodos constitui-se em infração ética e punição previa. Somente os métodos no quadro abaixo são permitidos em cães e gatos.
EspécieRecomendados
CãesBarbitúricos, anestésicos inaláveis, CO², CO, cloreto de potássio com anestesia geral prévia
GatosBarbitúricos, anestésicos inaláveis, CO², CO, cloreto de potássio com anestesia geral prévia

EspécieAceitos sob Restrição
CãesN², argônio, pistola de ar comprimido, eletrocussão com sedação prévia
GatosN², argônio


eutanasia 2

A metodologia adotada deve ser compatível com os fins desejados, seguro para quem o executa; realizado com o maior grau de confiabilidade possível, comprovando-se sempre a morte do animal. O médico veterinário deve sempre garantir que os animais sejam submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequados, respeitando os princípios básicos dos métodos de eutanásia; observar ausência dos parâmetros vitais atestando a morte do animal; manter os prontuários com os métodos e técnicas empregados sempre disponíveis para fiscalização pelos órgãos competentes; esclarecer ao proprietário ou responsável legal quando for o caso, sobre o ato da eutanásia; solicitar autorização por escrito, para a realização do procedimento, quando for o caso; permitir que o proprietário ou responsável legal pelo animal assista ao procedimento, sempre que este assim desejar desde que não existam riscos inerentes. Outra grande preocupação é após a comprovação d o óbito, pois a dignidade ainda se faz necessária, a escolha do local que será destinado para  sepultamento do seu corpo sem vida que na maioria das vezes são considerados membros da família.
É necessário que veterinário tenha uma postura e iniciativa de iniciar um dialogo de preparação com o dono e os membros da família, conscientizando-os da morte eminente, mostrar os mecanismos de eutanásia e as consequências psicológicas, assim, após a morte ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será desgastantes, mas se esse ato, trouxer dor e remorso para quem o faz ou o autoriza, melhor não praticar e esperar a morte naturalmente. A decisão final deve sempre partir do proprietário do animal. Aliado aos fatores de ordem prática o fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, como a capacidade de tratamento animal, que requer dedicação, tempo e habilidade de enfermagem por parte do proprietário.
Referencia: Conselho Federal de Medicina Veterinária. Resolução 714, de 20 de junho de 2002 Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais, e dá outras providências. http://www.cfmv.org.br/legislacao/resolucoes/resolucao_714.htm
Eutanasia Veterinaria. Disponivel em: http://www.webartigos.com/artigos/eutanasia-veterinaria/31884/ acesso em 27 de novembro de 2012.
Veterinária em Foco, v.9, n.1, jul./dez. 2011

VINI

Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – Proprietário Clinica Continental Pet

Fonte: http://vidapetnews.com.br/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O que fazer se seu bichinho de estimação sofrer uma fratura.

Qual cãozinho ou gatinho não gosta de uma nova aventura? Escalar uma cortina, pular para o telhado do vizinho, saltar da escada ou até um pulo repentino do sofá podem resultar em fraturas. Pode parecer difícil, mas no caso do pinscher, um simples pulo ou queda do sofá pode ser suficiente para que uma fratura em um dos membros locomotores aconteça.
Caso você note que ele tenha alguma fratura que por ventura provoque uma hemorragia, pegue um pano limpo e tente pressionar o local da hemorragia, estancando o sangue até chegar à clinica veterinária mais próxima. Muitas vezes, ao chegar ao veterinário, ele encaminhará o cão para a cirurgia com urgência nos casos de hemorragias severas ou imobilizar a fratura até o dia da cirurgia que vai ser programada com sua equipe, após um exame radiográfico, o famoso RX. Isso acontece por que dependendo do local e tipo de fratura, pode acontecer uma hemorragia interna quando há comprometimento de vasos sanguíneos importantes, rompidos pelo osso fraturado.
Os motivos são os mais diversos: quedas, acidentes e atropelamentos são os recorrentes. Os sinais mais óbvios de uma fratura em um cão ou gato são observados  quando o animal não apoia um dos membros no chão ao andar ou ainda ganidos de dor quando se tenta tocar a área afetada.
Casos de fraturas não imediatamente atendidos causam dores intensas e podem  virar problemas ainda mais graves, como ruptura de fibras musculares e osteomielite que é a infecção bacteriana do osso quando há fratura exposta, o osso fica visível no momento ou logo após o trauma. Quando atendidos em até 48 horas após o acidente, as chances de sucesso serão bem maiores na recuperação.
Se não tratadas a tempo, as fraturas podem cicatrizar de forma errada, causando deformidades, dor constante ou até mesmo a perda do membro afetado. Além disso, pode levar a cirurgias restauradoras muito complicadas (e caras), com maiores riscos para a vida e com menores chances de recuperação plena da função do membro.

O que você pode (e deve) fazer

  • Deixe o animal quieto: coloque-o em algum lugar onde ele não possa movimentar-se muito, evitando, dessa forma, que a fratura se torne ainda mais grave.
  • Observe se existe algum sangramento.  Nas fraturas expostas, ocorre perfuração de tecidos: músculos e pele, que causam sangramento e muita dor. Você pode conter uma parte do sangramento utilizando um curativo estéril ou um pano limpo.
  • Se possível, faça a imobilização do animal, utilizando uma tábua, que pode fazer o papel de maca para deslocamento até o serviço veterinário. Se tiver dúvidas, peça as orientações corretas sobre como imobilizar o animal até o atendimento.
  • Gatos podem ser cobertos com uma toalha grossa ou cobertor: essa medida é para sua proteção contra possíveis arranhões e mordidas. Animais com dor podem ficar bem agressivos, arranhar ou morder. Um cobertor também ajuda na contenção, imobilização e ajuda acalmar o animal até o atendimento.
  • Procure por socorro veterinário imediatamente!

O que você nunca deve fazer:

  • Se você não conhece anatomia, não coloque talas ou aplique torniquetes! Quando colocados de forma inadequada, podem tornar o problema ainda mais complicado ou até mesmo levar à perda do membro.
  • Não dê medicamentos de uso humano na tentativa de amenizar a dor: você pode piorar o quadro e provocar doenças hepáticas, renais, intoxicações e até a morte.
  • Não tente colocar uma fratura exposta no lugar por conta própria!
  • Não aplique unguentos, pomadas ou produtos caseiros em fraturas expostas. Você pode contaminar e causar graves infecções por contaminação.
Seja qual for o tipo de fratura que o bichinho de estimação tiver, nunca tente colocar o osso no lugar. Leve-o imediatamente ao médico veterinário. Lembre-se de que ele está com muita dor e por isso, pode tentar morder ou arranhar.

Fique atento na recuperação do seu bichinho

O tratamento dependerá do tipo, da extensão e gravidade da fratura. Podem ser necessárias desde  uma imobilização simples ou até mesmo um procedimento cirúrgico em alguns casos, para colocação de pinos, placas ou parafusos ortopédicos que auxiliarão no processo de consolidação da fratura.
O período de imobilização varia de acordo com o local da fratura, o tipo, a idade do animal, as condições nutricionais entre outros. Para que tudo dê certo é muito importante que toda a orientação passada na clínica seja seguida a risca. Qualquer alteração ou novo sinal clínico que o animal apresente, o proprietário deve levá-lo novamente ao médico veterinário para que seja examinado.
Fratura é algo muito sério e grave. Dependendo do caso e de como ela ocorreu, o animal pode morrer. Isso é mais comum em casos de atropelamentos nos quais além da fratura há hemorragia interna.
Tenha sempre por perto informações que são cruciais para agilizar o atendimento e o contato de um serviço de emergência veterinária.
Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – ProprietárioClinica Continental Pet

Fonte: www.http://vidapetnews.com.br/

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Calculo Dentário em Cães

By Continental Pet - Antes e Depois.
Se seu cãozinho apresenta mau hálito, salivação excessiva, gengiva inflamada, queda dos dentes e dificuldades de mastigar, está na hora de fazer uma avaliação odontológica.

O cálculo dentário que nada mais é que o tártaro, além de causar o mau hálito pode causar doenças sistêmicas como doenças cardíacas.

As Endocardites, são causadas por bactérias provenientes do tártaro da boca que caem na corrente sanguínea e se instalam nas válvulas do coração.
Alem do problema cardíaco muitos outros podem aparecer, portanto agende uma visita para prevenir problemas de saúde futuros.


O problema pode se iniciar apenas com um mau halito, evoluindo para gengivites, inflamações da gengiva, agravando para periodontites e quando mais grave osteomielite, que é a infecção da porção óssea, maxila e mandíbula que da sustentação para todos os dentes.

O tártaro se forma a partir do acumulo de alimento restante na boca e as bactérias ali presente, nada mais é que uma placa de bactérias que surge pelo acúmulo de restos de comida nos dentes do cão e que não é retirada corretamente. Acomente a maioria dos cães e pode ocorrer em gatos, podendo ser prevenida e tratada mantendo a saúde da boca.


By - Dr. Vinicius Ribeiro. Extração de calculo Dentário sem anestesia com cão condicionado para o procedimento.

A Forma de Prevenir é tomando medidas como escovações e utilização de spray e soluções antissépticas. Estão disponíveis no mercado ossinhos, biscoitos, petiscos que ajudam a prevenir o acúmulo da placa bacteriana, mas a escovação todos os dias ou pelo menos três vezes na semana com creme dental e escova de dente específicos para os animais é o melhor método.
By - Dr. Vinicius Ribeiro. Anestesia Geral para procedimento de extração de calculo dentário.
É importante que o cão seja levado periodicamente ao veterinário para que ele examine as condições dos dentes do cão, realizando uma limpeza de tártaro no cão se for necessário. Esse procedimento é feito com o cão acordado, levemente sedado, e em outros casos, Anestesiado, mas é um processo rápido e o cão volta no mesmo dia para casa.

A limpeza é feita com instrumentos odontologicos e um ultrasom odontologico capaz de extrai por completo toda placa bacteriana. Se necessário extrações dentarias serão realizadas a depender do grau de acometimento que esta cada dente, restaurações e ortodontia também podem ser realizadas no dia do procedimento.


A saúde começa pela boca.


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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Importancia do check-up nos animais.

Assim como da nossa saúde, cuidar da saúde dos nossos animais é muito importante, e a realização de check-ups garante a prevenção de muitas doenças, assim como a identificação precoce de enfermidades graves que poderiam tornar-se doenças que levam até à morte. Ou seja, realizar check-ups de seu animal de estimação é uma forma de fazer com que ele viva muito mais.
O que é um check-up veterinário

A explicação é simples para quem ainda não sabe muito bem o que significa um check-up: nada mais é do que ir ao médico para realizar exames de rotina e físicos para ver se está tudo em perfeito funcionamento em nosso organismo. Assim, levar o seu animal de estimação ao veterinário evita o aparecimento de muitas doenças, das que poderia ser curadas no início do tratamento às mais complexas.
No geral, são exames simples e só será preciso algo mais elaborado se houver alguma alteração identificada na avaliação clinica e nos exames já realizados. Até mesmo a simples ANAMNESE (questionamento sobre a rotina e saúde do cão) seu veterinário já poderá direcionar seu diagnóstico, facilitado a solicitação dos exames.

Motivos para levar seu animal de estimação para realizar check-ups

Há diversos motivos que mostram valer a pena realizar check-ups em seus animais de estimação. É por isso que cada exame realizado ajudará em alguma coisa. Veja a seguir.
1.    Deixar as vacinas do seu animal em dia

É necessário aplicar todas as vacinas para ajudar seu cachorro prevenir doenças.
Quando você leva seu cão a visitar regularmente um veterinário, fica muito mais fácil vaciná-lo, ao gato e até mesmo ao coelho, a rotina de ir ao veterinario se torna prazerosa e diminui o estresse, assim você proprietário estará sempre ciente de que as vacinas estão em dia, sem atrasos.
Há diversas vacinas que não são obrigatórias e acabam sendo deixadas de lado, mas é importante prevenir o máximo o aparecimento de enfermidades.
No caso do cachorro, por exemplo, há vacinas Multiplas Virais como a V8 e V10 que abrangem imunidade contra doenças como a leptospirose, parvovírose, coronavirose, Hapatite infecciosa canina, Adenovirose, parainflueza e CINOMOSE e há outras vacinas como vacinas para Gripe que imunizam contra Bordetella bronchiseptica e Parainfluenza tipo 2 (Tosse dos Canis) juntamente com a vacina Antirrabica, de administração anual e obrigatória, fecham um pacote básico de vacinas para manter o seu cãozinho imunizado, há muitas outras, como vacinas para leishmaniose, Giardíase, e Fungos Dermatológicos.

2.    Controlar o aparecimento de carrapatos, pulgas e vermes

Controlar o aparecimento de ectoparasitas e endoparasitas é de suma importância e deve ser feito periodicamente, pois é difícil ficar livre deles. Nenhum animal está livre do aparecimento de pulgas, carrapatos e vermes, mas como a observação diária ou semanal pode não ser contínua, fica difícil descobrir e identificar sempre se seu bichinho esta com algum parasita.
Indo ao veterinário com regularidade, o profissional irá perceber a existência desses parasitas e receitar o tratamento necessário antes que se multipliquem e fiquem em estágio avançado. Pode-se, até mesmo, fazer tratamento de prevenção. O controle deve ser sempre feito, mesmo que não se identifiquem os parasitas ou sinais que eles estão no animalzinho.

3.    Observar o comportamento do animal

Ver se o pet está com algum comportamento anormal é fundamental, os primeiros sinais de doenças normalmente são mínimos e aqueles proprietários que são bem atentos a rotina e comportamento de seu animal identificam rapidamente e conseguem realizar o tratamento adequado a tempo, isso sim é o ideal.
Animais podem apresentar diversos distúrbios de comportamento e o dono pode deixar de reparar nisso se não observá-lo adequadamente, como diminuir com brincadeiras, cansaço com facilidade, deixar a comidinha sobrar na vasilha, queda de pelo, secreções nasais e oculares e se manca ou tem o andar diferente. Mas, com visitas regulares ao veterinário, será possível que o especialista identifique algum comportamento anormal no pet e recomende o melhor tratamento, que pode ser por medicamentos ou até mesmo adestramento.
Aqui, no AgendaPet, você encontra os melhores veterinários da cidade e do seu bairro. Muitos deles já têm um pacote para check-up, com todos os exames e avaliações necessárias. E o melhor de tudo é que você pode marcar sua consulta sem ter que usar o telefone ou sair de casa, faça-o aqui pelo AgendaPet mesmo. Você acessa a agenda do profissional e escolhe um dia e o horário que for melhor para você.
4.    Deixar o sorriso do animal em dia

Cuidar da saúde bucal do seu cão ou gato e de extrema importância, costumo dizer que a saúde começa pela boca.
Não tem como se lembrar da saúde do seu animal sem falar dos dentes, então, quando você faz uma visita regular a um veterinário, é feita a avaliação da saúde bucal do seu pet, sendo que poderá ficar sempre saudável.
No caso de cães e gatos mais velhos, a realização de limpeza dentária é importante e por isso o profissional poderá orientá-lo e ver se está realizando a limpeza corretamente. Pois com problemas odontológicos, outras doenças sistêmicas podem vir a surgir com o tempo.

5.    Controlar o peso e evitar a obesidade em animais

O acompanhamento do peso evita a obesidade ou perda de peso excessiva do pet.
Um problema grave nos pets é a obesidade. Com check-ups regulares, o profissional consegue identificar sintomas de obesidade (ou até mesmo de falta de peso). Identificando isso, antes de sintomas mais graves, poderá prescrever uma dieta adequada e também a prática de exercícios físicos de maneira que o animal consiga manter seu peso ideal, nem para mais e nem para menos. Já que os extremos levam á problemas um pouco mais complicados, como a obesidade pode levar ao aparecimento do diabetes tanto no cão como no gato.

6.    Cuidar dos animais idosos

Cães idosos estão mais propensos a doenças e podem viver mais com check-ups periódicos, essa fase da vida dos animais é a mais complicada, pois com avançar dos anos os probleminhas em decorrência da idade surgem rapidamente.
Se, durante a vida inteira, o check-up em animais de estimação já são de grande importância, quando o pet fica idoso, demanda muito mais cuidados, visto que sua musculatura pode diminuir (Caquexia Senil), problemas oftálmicos surgem,  de ordem osteo-articular, cardíacos, renais e a imunidade pode ficar baixa, podendo contrair diversas outras doenças. Se não tratadas em tempo correto, essas enfermidades podem até matar o animal, já que o mesmo não possui tanta resistência. Se identificada a doença no início, o tratamento torna-se muito mais fácil e há grandes chances do pet idoso resistir.
Como é difícil identificar algumas doenças somente observando o comportamento e os sinais clínicos do animal, a realização do check-up é essencial.

Dicas importantes na hora de levar seu animal de estimação para fazer um check-up
Depois de entender como é importante realizar check-ups em seus pets, algumas dicas farão com que você aproveite ainda mais essa visita ao veterinário:

·         Responda todas as perguntas que o profissional fizer, da forma mais completa possível, para que o profissional possa entender do comportamento do animal;
·         Relate qualquer doença recente que o pet tenha tido, comportamentos estranhos ou sintomas como tosse, diarreia, alteração de apetite, vômitos etc;
·         Saiba a quantidade de água que o pet ingere e de exercícios que realiza, para fornecer as informações importantes ao veterinário, que, com a sua ajuda, poderá fazer o diagnóstico muito mais completo.

Além disso, lembre-se que qualquer fato estranho encontrado pelo profissional poderá gerar várias outras perguntas, então vá com calma, sem pressa, para fazer um check-up completo e de maneira correta.

Quando fazer o check-up de seu animal de estimação?

O intervalo mínimo recomendado para animais menores e jovens é de um ano, mas as raças ou pets que já são propensos a alguma doença ou apresentam problemas de saúde constantemente devem dobrar este tempo, indo de seis em seis meses.
No caso de animais idosos, o período deve ser de cinco a seis meses, já que nessa idade o pet está com a resistência baixa.
Levar seu animal de estimação para realizar check-ups é a melhor forma de demonstrar o seu amor ao pet e evitar doenças, ou até mesmo a morte do animal. Alem de ser economicamente viável, já que internações e alguns outros procedimentos podem sair extremamente caros, não aguarde o aparecimento de doenças e nem mesmo o agravamento de uma doença já instalada. Pense nisso!

A PREVENÇÃO É O MELHOR REMEDIO

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SOCORRO, MEU CÃO INGERIU VENENO E AGORA, O QUE EU FAÇO?



Casos de envenenamento de cães e gatos são rotineiros nas clínicas veterinárias do Espírito Santo e em todo Brasil, estimasse que morrem 200 crianças por ano vítimas de envenenamento, esse número referente aos animais pode ser assustadoramente superior. Foi feito um inquérito em Curitiba no período de novembro de 2014 a outubro de 2015 onde indetificaram 148 casos onde 81% era de cães e 18% de gatos. Este é a principal causa de morte brusca de animais de pequeno porte seguido pelas mortes por atropelamento.

Embora os gatos sejam as maiores vítimas de todos os tipos de violência, a maior quantidade de casos de envenenamento atendidos em clínicas veterinárias é em cães, pois os gatos costumam andar sozinhos pelas ruas, levando o mesmo a ingerir veneno fora de casa e, consequentemente, morrendo sem socorro.

Não menos comum é a intoxicação criminosa, quando pessoas que não gostam de animais colocam essas iscas na tentativa de matar os cães e  gatos. Hoje também é muito comum o envenenamento premeditado de cães de guarda em residências e empresas, visando assalto futuro (depois da morte dos cães). O envenenamento é considerado maus tratos e deve ser notificado, a lei federal número 9.605/98 referente aos crimes ambientais que podem dar de 03 meses á 01 ano de prisão.

A maioria dos casos de envenenamento é por rodenticidas anticoagulantes (raticidas) e estricnina. Os primeiros são tão atraentes para cães e gatos, quanto é para os ratos, pois as pessoas costumam misturar o veneno com comidas ou iscas para atrair os ratos e, quando em locais acessíveis aos pets, os mesmos acabam consumindo-os e até mesmo comendo o proprio rato já envenenado.

Através dos sinais clínicos é possível ter ideia do veneno utilizado. Por exemplo: Se o animalzinho apresentar sinais clínicos comoconvulsões, rigidez muscular, taquicardias, hipertermia, apnéia e vômito, esses sintomas podem estarassociados ao envenenamento por estricnina (chumbinho), substância que está proibido pela ANVISA desde 1980.
Os rodenticidas anticoagulantes causam quando ingeridos pelos animais, sinais clínicos como hemorragias, mucosas pálidas, letargia, depressão.

O principio ativo do veneno é absorvido pelo intestino rapidamente, alcançando seu pico plasmático dentro de 1 a 12 horas, sendo que a sua meia vida pode variar de horas até semanas. O quadro hemorrágico habitualmente surge dentro de 2 a 3 dias após a ingestão do veneno.

Pela ação anticoagulante dos raticidas, o animal acaba morrendo por hemorragia generalizada, em decorrência de um disturbio na cascata de coagulação, ocorre uma inibição da ativação da vitamina K, imprescindível para a ativação e produção dos fatores de coagulação.

Os sinais clínicos e sintomas estão ligados à hemorragia e incluem:

·         Fraqueza;
·         Mucosas pálidas;
·         Aumento do volume abdominal, devido à hemorragia interna;
·         Petéquias;
·         Epistaxe;
·         Hematemese;
·         Diarreia sanguinolenta;
·         Uremia, em decorrência do sangramento abdominal;
·         Dor muscular e derrame de sangue nas articulações;
·         Aborto em fêmeas gestantes e hemorragias uterinas.

Muitas vezes o animal vem a óbito, pois em casos de hemorragiainterna, o dono não observa nenhuma outra alteração a não ser a apatia e sonolência que de  uma hora para outra pode ser fatal.

Na suspeita de envenenamento por raticida procure imediatamente um médico veterinário.

Conselhos

Ligue para o seu veterinário ou clínica de emergência imediatamente se você suspeitar que seu cão comeu veneno de rato. Diga a eles o que aconteceu e peça conselhos. Eles podem o instruir a induzir o vômito, mas isso vai depender do tipo de veneno que seu cão comeu quanto tempo já se passou e o quão longe você está do consultório, assim facilitando e agilizando o atendimento a ser realizado no estabelecimento.

Emergência

Leve seu cão ao veterinário imediatamente. A maioria dos venenos de rato são anticoagulantes, significando que os sintomas podem não ser imediatamente óbvios. Por conta disso, não espere seu cão demonstrar sintomas se suspeitar que ele comeu veneno de rato. Depois de agir, o veneno causa hemorragia interna. Os primeiros sintomas que você poderá notar são sangramentos nasais, dor nas articulações, dor abdominal, vômito e diarréia com sangue, fezes enegrecidas.

Tratamento

A clínica veterinária pode continuar os esforços para induzir o vômito, caso o cão tenha ingerido o veneno de rato pouco tempoantes. Se o veneno já estiver agindo no sistema do animal, a vitamina K é o antídoto. A vitamina K é dada em forma de injeção na clínica e você será mandado de volta para casa com comprimidos dessa vitamina para continuar administrando ao cão. Uma transfusão de sangue pode ser necessária se a hemorragia interna já tiver começado e se o animal já tiver sofrido uma perda significativa de sangue.




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