quarta-feira, 9 de março de 2016

A importância de um check up.

Você só leva seu animal de estimação ao médico veterinário quando ele está se sentindo doente, ou quando algo acontece? Saiba que manter visitas de rotina é importante para a saúde geral do seu animal!
Assim como você, seu animal de estimação precisa de imunizações. Juntos, você e seu médico veterinário podem fornecer ao seu animal o melhor atendimento para uma vida longa e saudável.
Seu médico veterinário é a melhor fonte de informação para a saúde do seu pet, por isso é importante seguir as suas recomendações para assegurar um grande começo para uma vida longa e saudável.
Descubra por que o check-up ao médico veterinário e as visitas de rotina são importantes para a saúde do seu animal de estimação:
1- Por que visitas ao veterinário de rotina são tão importantes?Alguns donos de animais pensam que não há nenhuma razão eles levarem seus bichos de estimação ao veterinário, a menos que tenha algo errado, mas isso não poderia estar mais longe da verdade.
Visitas de rotina ajudam médicos veterinários  a determinar como seu animal de estimação está progredindo ao longo da vida.Se o seu cão ou gato tem um problema sério que você não está ciente, o seu veterinário pode geralmente identificar o problema e corrigi-lo. É por isso que levar o seu animal de estimação para um check-up geral é importante.
2- O que acontece durante um check-up?
Durante um check-up geral, a maioria dos médicos veterinários  realizar um exame físico. Seu veterinário pode examinar todo corpo do seu animal de estimação, inspecionando a boca, patas, pele, e até mesmo o rabo – entre outras áreas.
Por exemplo, a boca e os dentes do seu animal de estimação são muito importantes e devem ser mantidos limpos e saudáveis. Você sabia que 8 em cada 10 cães sofrem com problemas dentários? As bactérias da boca podem ser levadas para outros órgãos e causam infecções.
O médico veterinário provavelmente irá verificar a pele do seu animal. Para animais de estimação mais velhos, é importante se certificar de que não há sinais de artrite ou outros problemas comuns, para que o seu veterinário possa passar algum tempo verificando articulações e ossos. No fim, o veterinário pode recomendar produtos para a saúde do seu animal de estimação e longevidade.

3- Mantendo o seu animal de estimação em dia com a vacinação
Além disso, o médico veterinário vai querer certificar-se se seu animal de estimação está em dias com as vacinas, outra razão pela qual animais de estimação devem ter visitas ao veterinário de rotina. As vacinas são importantes porque elas protegem o seu animal de estimação contra doenças fatais, e ajudar a manter outros animais em sua casa segura (e até mesmo você, se seu animal de estimação tem uma doença zoonótica).
Seu veterinário irá observar ou inspecionar:
  • Como seu cão caminha sobre obstáculos;
  • Se o seu cão é alerta;
  • A condição geral do corpo do seu cão – se seu animal de estimação tem um peso corporal adequado a condição corporal (nem muito gordo e nem muito magro);
  • A pelagem – à procura de secura excessiva, oleosidade excessiva, queda excessiva ou perda de cabelo anormal;
  • A pele – à procura de oleosidade, ressecamento, caspa, caroços ou inchaços, áreas de espessamento anormal, etc;
  • Os olhos – à procura de vermelhidão, secreção, evidência de lacrimejamento excessivo, caroços ou inchaços anormais nas pálpebras, bem como quaisquer outras anormalidades.;
  • As orelhas – espessamento, perda de cabelo, ou quaisquer outros sinais de problemas;
  • O nariz e da face – a procura de simetria, bem verificar como o animal de estimação respira, se existem problemas relacionados com dobras da pele ou outros problemas aparentes;
  • Boca e os dentes – à procura de tártaro, doença periodontal, dentes retidos do bebê, dentes quebrados, salivação excessiva, manchas ao redor dos lábios, úlceras ou em torno da boca, etc;
  • O coração – para escutar batimentos cardíacos anormais, ritmo cardíaco (“batidas ignorado” ou “batidas extras”), ou sopros cardíacos;
  • Os pulmões – procurando evidência de aumento ou diminuição sons respiratórios;
  • O pulso – em função dos resultados da auscultação, o seu veterinário pode ouvir simultaneamente o peito e apalpar o pulso nas patas traseiras;
  • Os gânglios linfáticos na região da cabeça, pescoço e pernas traseiras – procurando inchaço ou dor;
  • As pernas – à procura de evidências de claudicação, problemas musculares, problemas nervosos, problemas com as patas ou as unhas dos pés, etc;
  • O abdómen – sentir as áreas da bexiga, rins, fígado, intestino, baço e do estômago, de modo a avaliar se tais órgãos estão funcionando normalmente ou se houver qualquer evidência subtil de desconforto.
AGORA!!! Você entende a importância do check-up veterinário?

Fonte: Vida Pet News

Insuficiência renal canina: saiba os cuidados com seu animal

A insuficiência renal ocorre devido a algum problema nos rins ou algo que comprometa a sua função. Desde problemas de má-formação congênita de órgãos. As Doenças do sistema urinário, como as cistites, e até a presença de cálculos (pedras) que obstruam o fluxo normal da urina podem ser motivos para ocorrência de uma insuficiência renal. Cães idosos e até mesmo cães que sofrem de problemas cardíacos são propensos a desenvolverem a insuficiência renal.
No entanto, algumas raças têm maior predisposição para esse mal. Entre estas estão o Beagle, Chow Chow, Cocker Spaniel, Dobermamm, Pinscher, Basenji, Bull Terrier, Cairn Terrier, Pastor Alemão, Shar Pei, Poodle, Lhasa Apso, Shih Tzu, Rottweiler, Samoieda, Norwegian Elkhound, Schnauzer e os mestiços das mesmas, podendo ocorrer em qualquer raça até mesmo nos cãeszinhos vira latas, mas com incidência menor.
Pode-se dizer que o animal tem insuficiência renal quando 75% dos rins estão comprometidos. Isso pode ocorrer de forma aguda, atingindo qualquer raça, idade ou sexo. A doença é identificada quando seu aparecimento é súbito e agressivo, tendo como causa as substancias nefrotóxicas  que agridem o órgão. A insuficiência  renal crônica é quando há lesão nos rins de forma irreversível podendo ocorrer pelo fator idade em cães Idosos.
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Os rins são órgãos vitais dos animais, sem eles é impossível viver. São responsáveis por filtrar os fluidos, ajudando na eliminação dos resíduos metabólicos, e pela homeostase (controle de líquido e minerais do corpo).
Entre os processos renais que influenciam nessa regulação temos filtragem do sangue, reabsorção de nutrientes importantes e secreção de resíduos metabólicos, ajuste do equilíbrio de fluidos, ajuste do equilíbrio ácido-base e a produção do hormônio eritropoietina, indutor da produção de hemácias na medula óssea e do sistema renina-angiotensina- aldosterona responsável pelo controle da pressão arterial.

Sintomas de insuficiência renal canina

Os sintomas são muitos e podem variar conforme o caso, possivelmente apresentando-se bem inespecíficos e comuns a outras doenças.

  • Perda de apetite.
  • Perda de peso.
  • Vômitos frequentes.
  • Constipação ou diarreia frequente, inclusive situações em que ocorrem de maneira alternada.
  • Cegueira repentina.
  • Depressão.
  • Mau-hálito e presença de feridas na boca (Ulceras)
  • Convulsões (principalmente nos casos crônicos).
 As insuficiências renais podem ser consideradas de certa forma como “doenças traiçoeiras”, pois os sintomas muitas vezes não são óbvios e podem ficar “escondidos” por muito tempo sem que o proprietário perceba qualquer alteração nos hábitos e no comportamento padrão do seu animal de estimação. Por isso, ao observar qualquer dos sintomas descritos acima, procure por um veterinário o mais rápido possível.  Sem que um veterinário examine o seu cão e realize exames laboratoriais, é impossível realizar o diagnóstico da insuficiência renal.

Insuficiência renal pode ocorrer de dois tipos: aguda e crônica

Uma das razões para os casos agudos de insuficiência renal ocorrem em função da ingestão de produtos tóxicos, mesmo quando ingeridos em pequenas doses, podem levar à morte por insuficiência renal aguda.
Animais que tenham suspeita da ingestão de produtos tóxicos e venenos devem ser encaminhados a atendimento veterinário de urgência, pois, se não tratadas, a intoxicação pode levar à morte de um cachorro em poucas horas ou até mesmo tardiamente pelo comprometimento hepático e Principalmente Renal.
Em casos que o cão tem contato com rato ou urina do mesmo, a insuficiência renal pode surgir em decorrência da Leptospirose.
Nas situações de insuficiência renal crônica, a doença desenvolve-se lentamente. Doenças como pielonefrite, má-formação dos órgãos e obstruções do trato urinário, além da e de  levam a quadros de insuficiência renal.

Insuficiência renal canina: diagnóstico e tratamento

Durante uma crise, um cão como insuficiência renal pode precisar de internamento, com suporte de fluidoterapia (soro de forma intravenosa) e uso de medicamentos específicos para o caso, que podem incluir analgésicos, antibióticos, e ainda o uso de medicamentos diuréticos de acordo com a avaliação do veterinário. Alguns cães ainda podem fazer uso da diálise peritoneal e ou a hemodiálise. Veja mais sobre este assunto no artigo a seguir:
Descobrir a causa é fundamental para saber qual o procedimento a ser tomado.  As chances de recuperação dependem do estágio em que a doença foi detectada. A insuficiência renal, quando não tratada, seja na forma aguda ou crônica, podem levar à morte do cão.
Esse problema de saúde pode ser prevenido através de consultas periódicas, principalmente se o cão for idoso, além de sempre estar de olho em qualquer sintoma ou leve mudança no comportamento e jamais o deixarele ter acesso a produtos tóxicos.
Como cuidar?
Cães com problemas renais sentem muita sede e necessitam sempre de água fresca disponível. O cão pode sofrer problemas de hipertensão, que precisa ser controlada com medicamentos para regular o desequilíbrio mineral e eletrolítico e deficiências hormonais. Também podem ocorrer problemas no sistema digestivo do animal, por isso é necessário o uso de medicamentos protetores gástricos para auxiliar na ingestão dos alimentos.vinicius3
A alimentação deve ser atrativa e saborosa, porém com menor teor de proteína, sódio e fósforo. Hoje em dia existem rações próprias para cães com problemas renais que são bem fáceis de encontrar.
É muito importante consultar um médico veterinário, pois a alimentação deve ser específica para cada caso, e as medicações devem ser feita somente com orientação e acompanhamento do Medico Veterinario.
Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – Proprietário Clinica Continental Pet

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reflexo: “Não existem cães ruins, existem péssimos donos”

os cães são o reflexo do dono
Um assunto um pouco tanto delicado, mas a verdade há de ser dita. Excluo aqui aqueles que agem de forma correta, entretanto, não são todos os tutores que são culpados, pois entendo que muitos cuidam com muito amor. Tratam os bichinhos como se fossem filhos, nem sempre o que é feito com amor e carinho na forma de agrado é o melhor e o mais correto para seu amiguinho de quatro patas.
Quando falamos que os cães são o reflexo do dono, logo vem à cabeça de alguns, as fotos de pessoas com seus animais de estimação e as semelhanças que vemos entre eles, mas a questão que vou abordar aqui é sobre as coisas que seu pet vai aprender com você, observando-se o comportamento deles, é fácil perceber que algumas reações e até doenças desenvolvidas podem indicar reflexos das influências dos donos.
Principalmente os distúrbios comportamentais, na grande maioria dos casos, estão relacionados com a forma que o bichinho foi criado e educado, o condicionamento do seu dia a dia, comer, passear, ir ao banho e tosa e até mesmo o momento e o local de dormir são influenciados pelos donos e uma simples mudança na rotina pode refletir em comportamento apático e até mesmo certa agressividade.
Todos nós sabemos que o cão é um dos animais mais compreensivos, dóceis, companheiros e fiéis ao ser humano. Desde pequeninos é importante ensinar o que é certo e errado, para que no futuro não haja complicações. Fato é que cachorros são seres superiores a nós, dependendo do ponto de vista. Eles não guardam rancor, estão sempre de bom humor, sempre estão dispostos a dar carinho mesmo que tenham acabado de levar uma bronca, sempre nos recebem de volta em casa com amor, que faz os nossos dias melhores.
É claro que não existem cães perfeitos, até porque se nós dermos uma brechinha, eles fazem a festa. Mas, assim como eles, nós seres humanos, não somos perfeitos também e a maioria de nós, sempre deixamos algo a desejar na educação deles, enquanto filhotes e mesmo depois dessa fase.
Os cães, os quais descendem dos lobos, estão acostumados, igual a esses últimos, a viverem em grupos e a ter um líder. Esse líder não só lhes diz o que devem fazer, mas também, chega a ser um exemplo a ser seguido, principalmente para os filhotes.
Essa admiração poderia ser comparada a que um filho sente por seu pai. Quando uma criança vê coisas em seu pai que lhe agradam, começa a imitá-lo.
Pequenas atitudes no dia a dia que passam despercebidas podem ser muito nocivas à saúde mental do pet, causando problemas, entre eles a obesidade, a ansiedade de separação, principalmente, a agressividade. Estudos mostram que o atual padrão de vida da sociedade tem aumentado a incidência da obesidade e de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, no homem dito moderno. Mas não apenas nele, o sedentarismo e suas consequências têm afetado também os animais de estimação por levar um estilo de vida igual ao de seu tutor.
Todo esse comportamento que os cães podem apresentar é proveniente dos cães ancestrais, embutido nos gens dos cães o comportamento de matilha, então a família é a matilha e a casa é o território, sempre há em casa uma fêmea e um Macho alfa, alguém á obedecer e ser submisso, isso quando o cãozinho não tem a característica de ser tornar ALFA, assim surgem os cães que mandam na casa, mordem o próprio dono, estragam tudo, e ganham fama de cães bravos e mordedores, nem sempre a agressividade pode ser interpretada como agressividade de fato.
Quantos cães que já recebi em meu consultório, relatado pelo dono que eram muito agressivos, que já morderam até mesmo os próprios filhos, há duas situações para que o mesmo não apresente tal agressividade no ambiente de uma clinica veterinária, ele se sente fora do seu território ou enxerga o Medico Veterinário como um ser superior, um ALFA. Por isso dentro de casa tem que haver alguém com pulso firme, para o cão seguir como líder, não se deve fazer todos os agrados, limites tem que ser impostos, a rotina de comer, beber, passear, brincar e dormir deve ser planejada e seguida, assim o cão cresce mentalmente saudável.
Agora, o que tem isso a ver com os cães que vivem com os humanos? Bom, nesse caso, eles continuam necessitando de um líder, e esse, deve ser você. Possivelmente você deve estar pensando que é difícil que um animal possa imitar movimentos humanos de seus donos, e você está certo. Mas ele pode sim adotar atitudes e qualidades.
Agressividade
Se sua personalidade for áspera com outros cães ou com outras pessoas, seja dentro ou fora de sua casa, seu cão notará isso e se contagiará de sua atitude.
Se você se der conta, um cão não corre atrás daquelas pessoas que você mostra carinho, mas também vice-versa, evitará aquelas as quais você despreza, ou o que é pior, as atacará. Ser amável com todos não é muito difícil, principalmente quando o seu cão estiver presente.
Alguns cães costumam aprontar bastante e esse comportamento pode causar alguns constrangimentos aos seus tutores. Mas um novo estudo traz uma boa notícia para quem enfrenta esse problema: cachorros com mau comportamento têm uma ligação mais forte com seus tutores.
Se estivermos dispostos a modificar alguns pequenos hábitos, que ás vezes acabam por criar grandes hábitos ruins em nossos amigos de quatro patas certamente aqueles problemas que sabemos que NUNCA queríamos ter, existiriam.
Vale muito a pena investir na educação de seu animalzinho de estimação, pois assim haverá mais respeito entre ambos, e o vínculo se torna maior, tendo uma vida mais harmônica e tranquila, sabendo contornar e controlar problemas presentes e futuros que seu cão possa apresentar. Se houver dificuldades, o contato com um profissional especializado em adestramento e comportamento animal vale muito a pena, pois o sofrimento de ambas as partes poderá ser solucionado.
É importante salientar que o pet lider vai ter o direito de dominar qualquer situação e local perto do dono submisso, e então, na hora que o dono for corrigi-lo ele irá rosnar, avançar, morder, como quem dissesse que aquele é o território dele, e o dono permitiu. É sempre bom ter cuidado nesse tipo de situação. A melhor forma de educá-los e impondo respeito e presença, por mais que seja de longa duração esse treinamento.
AFINAL, BATER COMO PUNIÇÃO, É POSSÍVEL?
Uma coisa que a maioria dos tutores falam: Sempre tive cachorro, quando ele fazia alguma coisa de errado, confesso, eu acabava batendo. Hoje eu percebo que essa é a pior e mais cruel forma de educar um animal, seja qualquer um, não só um cachorro. Pra mim, bater nunca resolveu problemas, e esse é dos fatores que torna o cão ainda mais agressivo.
É muito importante corrigir o cão na hora que ele faz alguma coisa errado ou algo em algum lugar errado. Mas existem várias formas de corrigir um cão, e batendo, só vai estimular agressividade e no final, pode acabar machucando/fraturando algum osso ou órgão do próprio animal.
Alguns donos batem quando estão com excesso de raiva, por não aguentar mais algumas atitudes de seu cão, e não pensam que talvez, tenham deixado de ensinar algo ao pet. Além do arrependimento que o dono fica e faz o cão passar. Então, não usem esse tipo de comportamento com o cão, jamais! Há outras formas de punir também. Fazendo algo que deixe o pet incomodado e que não faça parte da rotina dele, também são boas opções.
A forma de o pet aprender, agir, de ser educado, de ser treinado, de ser comandado é tudo uma questão vinicius3de como a família e o dono estão acostumados na rotina diária. Mas, sempre cuidado, não exagerar nos mimos, correções, não deixar que o cão tome seu território e ser sempre o dominante da situação são fatores importantes para que a harmonia sempre reine dentro do seu lar e que o dono sempre tenha uma boa relação com os pets.
Não existem cães mal educados, existem cães não educados!
Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – ProprietárioClinica Continental Pet

Fonte: www.vidapetnews.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

EUTANASIA EM CÃES E GATOS

A eutanásia é o ato de promover o óbito do paciente sem dor e sofrimento. O termo eutanásia deriva do grego – eu significa “bom” e thanatos se traduz em “morte”

(AVMA, 2001). Significa a morte humanitária de um animal executada por um método que produza inconsciência rápida e subsequente morte sem evidencia de dor ou agonia ou um método que utilize drogas anestésicas em doses suficientes para produzir a perda indolor da consciência seguida de parada cardiorrespiratória de acordo com a Resolução 714 de 20 de junho de 2002:”Art. 2 do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Portanto, o sacrifício dos animais em fase terminal de doença não constitui uma infração à lei.
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Deve ser indicada quando: o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio; de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos; o animal constituir ameaça à saúde pública; o animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente; o animal for objeto de ensino ou pesquisa; o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
Os princípios de bem-estar animal, relevantes para a eutanásia em animais, objetivam garantir: elevado grau de respeito aos animais; ausência ou redução máxima de desconforto e dor; inconsciência imediata seguida de morte; ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; segurança e irreversibilidade; ser apropriado para a espécie, idade e estado fisiológico do animal ou animais em questão; ausência ou mínimo impacto ambiental; ausência ou redução máxima de riscos aos presentes durante o ato; treinamento e habilitação dos responsáveis por executar o procedimento de eutanásia para agir de forma humanitária, sabendo reconhecer o sofrimento, grau de consciência e morte do animal; ausência ou redução máxima de impactos emocional e psicológico negativos em operadores e observadores.
As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente. É importante lembrar que não é admissível em termos de eutanásia em Medicina Veterinária, de acordo com a Resolução 714 de 20 de junho de 2002 o seguinte: “Art. 14 métodos como: Embolia Gasosa; Traumatismo Craniano; Incineração in vivo; Hidrato de Cloral (para pequenos animais); Clorofórmio; Gás Cianídrico e Cianuretos; Descompressão; Afogamento; Exsanguinação (sem sedação prévia); Imersão em Formol; Bloqueadores Neuromusculares (uso isolado de nicotina, sulfato de magnésio, cloreto de potássio e todos os curarizantes);  Estricnina. A utilização destes métodos constitui-se em infração ética e punição previa. Somente os métodos no quadro abaixo são permitidos em cães e gatos.
EspécieRecomendados
CãesBarbitúricos, anestésicos inaláveis, CO², CO, cloreto de potássio com anestesia geral prévia
GatosBarbitúricos, anestésicos inaláveis, CO², CO, cloreto de potássio com anestesia geral prévia

EspécieAceitos sob Restrição
CãesN², argônio, pistola de ar comprimido, eletrocussão com sedação prévia
GatosN², argônio


eutanasia 2

A metodologia adotada deve ser compatível com os fins desejados, seguro para quem o executa; realizado com o maior grau de confiabilidade possível, comprovando-se sempre a morte do animal. O médico veterinário deve sempre garantir que os animais sejam submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequados, respeitando os princípios básicos dos métodos de eutanásia; observar ausência dos parâmetros vitais atestando a morte do animal; manter os prontuários com os métodos e técnicas empregados sempre disponíveis para fiscalização pelos órgãos competentes; esclarecer ao proprietário ou responsável legal quando for o caso, sobre o ato da eutanásia; solicitar autorização por escrito, para a realização do procedimento, quando for o caso; permitir que o proprietário ou responsável legal pelo animal assista ao procedimento, sempre que este assim desejar desde que não existam riscos inerentes. Outra grande preocupação é após a comprovação d o óbito, pois a dignidade ainda se faz necessária, a escolha do local que será destinado para  sepultamento do seu corpo sem vida que na maioria das vezes são considerados membros da família.
É necessário que veterinário tenha uma postura e iniciativa de iniciar um dialogo de preparação com o dono e os membros da família, conscientizando-os da morte eminente, mostrar os mecanismos de eutanásia e as consequências psicológicas, assim, após a morte ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será desgastantes, mas se esse ato, trouxer dor e remorso para quem o faz ou o autoriza, melhor não praticar e esperar a morte naturalmente. A decisão final deve sempre partir do proprietário do animal. Aliado aos fatores de ordem prática o fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, como a capacidade de tratamento animal, que requer dedicação, tempo e habilidade de enfermagem por parte do proprietário.
Referencia: Conselho Federal de Medicina Veterinária. Resolução 714, de 20 de junho de 2002 Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais, e dá outras providências. http://www.cfmv.org.br/legislacao/resolucoes/resolucao_714.htm
Eutanasia Veterinaria. Disponivel em: http://www.webartigos.com/artigos/eutanasia-veterinaria/31884/ acesso em 27 de novembro de 2012.
Veterinária em Foco, v.9, n.1, jul./dez. 2011

VINI

Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – Proprietário Clinica Continental Pet

Fonte: http://vidapetnews.com.br/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O que fazer se seu bichinho de estimação sofrer uma fratura.

Qual cãozinho ou gatinho não gosta de uma nova aventura? Escalar uma cortina, pular para o telhado do vizinho, saltar da escada ou até um pulo repentino do sofá podem resultar em fraturas. Pode parecer difícil, mas no caso do pinscher, um simples pulo ou queda do sofá pode ser suficiente para que uma fratura em um dos membros locomotores aconteça.
Caso você note que ele tenha alguma fratura que por ventura provoque uma hemorragia, pegue um pano limpo e tente pressionar o local da hemorragia, estancando o sangue até chegar à clinica veterinária mais próxima. Muitas vezes, ao chegar ao veterinário, ele encaminhará o cão para a cirurgia com urgência nos casos de hemorragias severas ou imobilizar a fratura até o dia da cirurgia que vai ser programada com sua equipe, após um exame radiográfico, o famoso RX. Isso acontece por que dependendo do local e tipo de fratura, pode acontecer uma hemorragia interna quando há comprometimento de vasos sanguíneos importantes, rompidos pelo osso fraturado.
Os motivos são os mais diversos: quedas, acidentes e atropelamentos são os recorrentes. Os sinais mais óbvios de uma fratura em um cão ou gato são observados  quando o animal não apoia um dos membros no chão ao andar ou ainda ganidos de dor quando se tenta tocar a área afetada.
Casos de fraturas não imediatamente atendidos causam dores intensas e podem  virar problemas ainda mais graves, como ruptura de fibras musculares e osteomielite que é a infecção bacteriana do osso quando há fratura exposta, o osso fica visível no momento ou logo após o trauma. Quando atendidos em até 48 horas após o acidente, as chances de sucesso serão bem maiores na recuperação.
Se não tratadas a tempo, as fraturas podem cicatrizar de forma errada, causando deformidades, dor constante ou até mesmo a perda do membro afetado. Além disso, pode levar a cirurgias restauradoras muito complicadas (e caras), com maiores riscos para a vida e com menores chances de recuperação plena da função do membro.

O que você pode (e deve) fazer

  • Deixe o animal quieto: coloque-o em algum lugar onde ele não possa movimentar-se muito, evitando, dessa forma, que a fratura se torne ainda mais grave.
  • Observe se existe algum sangramento.  Nas fraturas expostas, ocorre perfuração de tecidos: músculos e pele, que causam sangramento e muita dor. Você pode conter uma parte do sangramento utilizando um curativo estéril ou um pano limpo.
  • Se possível, faça a imobilização do animal, utilizando uma tábua, que pode fazer o papel de maca para deslocamento até o serviço veterinário. Se tiver dúvidas, peça as orientações corretas sobre como imobilizar o animal até o atendimento.
  • Gatos podem ser cobertos com uma toalha grossa ou cobertor: essa medida é para sua proteção contra possíveis arranhões e mordidas. Animais com dor podem ficar bem agressivos, arranhar ou morder. Um cobertor também ajuda na contenção, imobilização e ajuda acalmar o animal até o atendimento.
  • Procure por socorro veterinário imediatamente!

O que você nunca deve fazer:

  • Se você não conhece anatomia, não coloque talas ou aplique torniquetes! Quando colocados de forma inadequada, podem tornar o problema ainda mais complicado ou até mesmo levar à perda do membro.
  • Não dê medicamentos de uso humano na tentativa de amenizar a dor: você pode piorar o quadro e provocar doenças hepáticas, renais, intoxicações e até a morte.
  • Não tente colocar uma fratura exposta no lugar por conta própria!
  • Não aplique unguentos, pomadas ou produtos caseiros em fraturas expostas. Você pode contaminar e causar graves infecções por contaminação.
Seja qual for o tipo de fratura que o bichinho de estimação tiver, nunca tente colocar o osso no lugar. Leve-o imediatamente ao médico veterinário. Lembre-se de que ele está com muita dor e por isso, pode tentar morder ou arranhar.

Fique atento na recuperação do seu bichinho

O tratamento dependerá do tipo, da extensão e gravidade da fratura. Podem ser necessárias desde  uma imobilização simples ou até mesmo um procedimento cirúrgico em alguns casos, para colocação de pinos, placas ou parafusos ortopédicos que auxiliarão no processo de consolidação da fratura.
O período de imobilização varia de acordo com o local da fratura, o tipo, a idade do animal, as condições nutricionais entre outros. Para que tudo dê certo é muito importante que toda a orientação passada na clínica seja seguida a risca. Qualquer alteração ou novo sinal clínico que o animal apresente, o proprietário deve levá-lo novamente ao médico veterinário para que seja examinado.
Fratura é algo muito sério e grave. Dependendo do caso e de como ela ocorreu, o animal pode morrer. Isso é mais comum em casos de atropelamentos nos quais além da fratura há hemorragia interna.
Tenha sempre por perto informações que são cruciais para agilizar o atendimento e o contato de um serviço de emergência veterinária.
Por: Dr. Vinicius Ribeiro da Silva – Medico Veterinário CRMV ES 1336 – Clinica e Cirurgia de Pequenos Animais – ProprietárioClinica Continental Pet

Fonte: www.http://vidapetnews.com.br/